Eleições no Sporting já mexem

06/02/2013 16:30

 

Com eleições marcadas para dia 23 de Março e com a presentação das candidaturas a ter como prazo limite o dia 21 de Fevereiro, várias são as movimentações de candidatos, possíveis candidatos e ex-candidatos. Uma demonstração clara que o Sporting está vivo, mas também dividido. Uma divisão que nunca é benéfica, mas que neste momento se torna evidente, não há, ou ainda não apareceu, ninguém que reúna à sua volta um consenso generalizado.

Para já o primeiro candidato assumido é Carlos Severino, jornalista que foi Director de Comunicação do clube entre 1998 e 2006, nas presidências de José Roquette e Dias da Cunha. Tem como principal premissa a aposta na formação, copiando o modelo do Barcelona, onde a equipa deve ser composta por jogadores formados no clube com uma ou outra contratação pontual. Em termos financeiros pretende renegociar a dívida com a banca, de modo a aliviar o constante sufoco financeiro do clube. Acredita numa injecção de capital interna, proveniente dos sócios, que segundo Carlos Severino, poderão fazê-lo caso acreditem no projecto. Outra das premissas será precisamente envolver os 3 milhões de adeptos no crescimento do clube.

Outra das figuras que se vai adiantando em movimentações é José Couceiro. Apesar de ainda não ter assumido a candidatura, já vai fazendo démarches no sentido de conquistar apoios internos e externos. Já definiu algumas condicionantes para avançar, a coesão interna, uma lista agregadora composta por uma equipa de gestão competente, e o apoio dos parceiros bancários, BES e BCP. Aliás sem este tipo de cooperação não avança.

Por fim os expectáveis, todos os candidatos derrotados nas últimas eleições, com especial relevo para Bruno Carvalho que perdeu por uma unha negra para Godinho Lopes. Pedro Baltazar ainda não se descartou tal como Dias Ferreira, faltando saber se avançam, ou se apoiam ou aliam a outra lista. Quem está de fora é Godinho Lopes que manifestou por diversas vezes a possibilidade de ir a votos, mas que já afastou tal cenário, outra coisa não seria de esperar. Parte positiva neste processo foi a demissão dos Órgãos Sociais, que desta forma tornaram inútil a Assembleia Geral inicialmente marcada para 9 de Fevereiro, em virtude do ponto a ser debatido, destituição dos Órgãos Sociais, já não ter cabimento. De sublinhar a atitude de Godinho Lopes em se demitir, embora tardia, mas que desta forma evitou uma Assembleia quente e que em nada iria dignificar o clube. Palavra final para a Mesa da Assembleia Geral que conseguiu o seu propósito de eleições antecipadas, pressionando e muito Godinho Lopes para se demitir, utilizando mesmo uma arma que legalmente deixa muitas dúvidas.