O grande ausente

08/01/2013 23:47

James Rodriguez é a primeira grande baixa para o clássico. Ruptura muscular na coxa direita afasta o jogador, que esteve em 43% dos golos, que o FC Porto alcançou na liga. Dono de um pé esquerdo, que se assemelha a uma mão, tal é a precisão com que coloca a bola nos companheiros (cinco assistências) ou que remata à baliza (sete golos), leitura de jogo excepcional, o que lhe permite fazer assistências de morte com frequência e acima de tudo a preponderância que atingiu na equipa. Depois da saída de Hulk, caiu sobre os seus ombros a responsabilidade de pensar o jogo no último terço do terreno. Assumiu-a, de relembrar que tem apenas 21 anos e deu ao FC Porto um jogo mais colectivo e rendilhado. Como se viu no passado Sábado contra o Nacional, houve uma discrepância na definição do último passe entre a primeira e a segunda parte. Pode-se acusar Vitor Pereira e o facto de ter optado por Defour para substituir James, em vez de um ala de raiz, porém o problema não residiu nesse factor, mas sim no poder de decisão e definição no último terço do terreno, algo que Kelvin ainda não tem. Os dragões continuaram a pressionar, a ter bola, a acercarem-se com frequência da área adversária, mas faltou-lhes o discernimento. Varela (noite muito apagada) e Defour conseguiram ter espaço, mas não conseguiram dar sequência a essa liberdade. Quem pagou foi Jackson Martinez, que poucas vezes foi servido. Contudo, “El Bandido” não é apenas o homem da bandeja. Sem James, o FC Porto perde um dos mais influentes marcadores das bolas paradas, o seu segundo atirador e o jogador que mais faltas sofre - 32, o dobro do segundo. Quem será o substituto de James no clássico? Uma dúvida que será desfeita por Defour ou Izmaylov.